domingo, 29 de novembro de 2009

Psicoteologia



O trabalho surtiu efeito

Na semana que passou, recebi uma notícia muito agradável: um conto meu havia sido premiado no concurso "Histórias de Trabalho", realizado pela secretaria da cultura de Porto Alegre. Que "O Massacre da rua sete" seja o primeiro de muitos.

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Psicoteologia

É muito vulgar julgar o que o outro fez, sem ter discernimento para absorver o que realmente fizemos para o mundo. E o que tem de errado nesta frase para não ser usada no sentido prático? Será que é a empatia a cada dia mais extirpada da nossa alma? Ela parece estar faltando em qualquer ambiente: casa, trabalho (junto com o trajeto), lar.
Quantas vezes, por exemplo, nos dedicamos à caridade espontânea? Não só naquelas que vestem uniformes e seguem uma sigla em seu contrato social. Mas naquela do dia a dia, aquela que sorrimos para o cobrador de ônibus, agradecendo o troco recebido com rapidez. Isto é, além de gentileza, um reconhecimento. “Coisas simples farão mais diferença do que grandes atos” (não sei quem falou isto).
Mas não! Na maioria das vezes caímos no erro de analisar o deslize do outro. Sendo que, com absoluta certeza, cada pessoa sempre cometerá ao menos um pecado* (*segundo a teologia cristã protestante, não existe pecado maior ou menor) tão grave quanto o que está julgando. Poucos chamam para si, as responsabilidades. A maioria gosta de jogar a culpa no que bota a cara pra bater.
Finalizando com um assunto delicado, que surgiu em uma conversa casual que tive ontem: a psicologia. Sou a favor de consultas psicológicas constantes. Porém não sei se é possível um profissional desta área solucionar os problemas de alguém que se poupa (mesmo em consulta) para não ouvir duras críticas. Neste diálogo (inexistente e ‘enganatório’) o entendimento será difuso entre paciente e doutor. A dupla terá as mesmas dificuldades que um cego encontra para se comunicar com um surdo (figuras de linguagem, não associações pejorativas). Sabe o que acontece depois? O pangaré sai do consultório sem entender nada do que foi passado. Em seguida despejará mágoas nos que foram citados durante a terapia. Uma semana depois ele (o paciente) volta chorando aos montes. Suas estratégias não obtiveram sucesso, ele continua deprimido. E assim segue sucessivamente, ao invés de pensar nele, joga o fardo de ser depressivo nas costas de pessoas que não tem nada a ver com seus problemas individuais.

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Direto de Lisboa os Jornalistas e amigos pessoais, Simone Cunha (ex agora) e Vitor Sorano (ex estado). estão comandando o Tenta Janela.
http://tentajanela.wordpress.com

3 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

CARISSIMO

GRATO PELA VISITA

PENA QUE NAO SE TORNOU SEGUIDOR

SEU BLOG É EXCELENTE, TE SIGO JA!

Nydia Bonetti disse...

Parabéns, Marcelo! Que seja o primeiro de muitos. Vai ser!

beijo.

Nanda disse...

Parabéns. Nada mais que o merecido.
Beijos. =)