(São Mateus - SP)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Tempestuosidade
(São Mateus - SP)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Quase Trinta
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Existem músicos que precisamos conhecer, principalmente as que tratam das raizes da nossa cultura. Nelson Cavaquinho é um deles.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
devaneios sobre o apocalipse
São os derrotados que fogem e levam consigo tudo que aprenderam.
Voltando a Roma. Rômulo e Remo eram símbolos plenos, assim como o Jesus dos cristãos. Figuras humanas que representavam divindades na Terra. Como Moisés foi para os judeus, ou Buda para os indianos, ou os faraós para os egípcios, ou Maomé para os islâmicos. Estes humanos foram endeusados com a nossa justiça.
O último e atual apogeu de uma civilização tem-se com os americanos.
As mudanças podem não ser de todo mal, por mim pode ser em 2012, apenas teremos que rever os hábitos, passando um pente fino neles.
Barack Obama não carregará uma granada, Mahmoud Ahmadinejad não pilotará caças nucleares e Hu Jintao não portará um fuzil. Quem é esperto não quer morrer.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Afortunados
Dona Canô.
Fonte: Nordeste Web
http://www.nordesteweb.com/not07_0907/ne_not_20070928a.htm
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Tomemos como modelo, Dona Canô, que aos 103 anos esbanja sabedoria. A sua casta é prestigiada mundo afora. Não é novidade que Caetano e Betânia têm grande influência na cultura que mantemos na música e poesia nacional.
O canal Brasil exibiu em dezembro o documentário “Pedrinha de Aruanda” que convida o espectador a participar e ter vontade de se reciclar com os exemplos dados pela matriarca dos Veloso. É lindo poder ver o trato que um tem com o outro dentro daquela casa. Percebemos que o sucesso de ambos só foi possível devido ao respeito à família.
O que São Paulo ter em dinheiro, o nordeste parece ter em dignidade (não avalio a dignidade como sendo apenas dádivas).
Duas regiões distantes e parecidas são: sul da Itália e Nordeste brasileiro. Digo em alguns costumes, inclusive no de manter um nível elevado de parentes. Os comuns mais visionários assumem uma filosofia: união.
É preciso compreender que todo objeto humano, como a dignidade, tem dois lados. Exatamente o que observamos no Ing Ang. Se de um lado temos os Veloso, do outro temos os Maga (pra bom entendedor). Ambos perduram durante as transformações do país.
Esta pauta veio da informação de um locutor da rádio Band News. A notícia era a de que Dona Canô não participaria ativamente do cortejo religioso Terno de Reis Filhos do Sol. Fiquei curioso para saber o que aquilo tinha de tão relevante para virar notícia e pesquisei sobre o rito pra conhecer um pouco mais. Nas buscas encontrei uma entrevista de Dona Canô no link acima.
As três coisas (filme, reportagem e entrevista) aconteceram na mesma época, pois o cortejo foi no começo de janeiro. O que eu achei coincidência (ou não) é ter visto estas informações entre as datas festivas de final de ano. Onde sempre relembramos dos nossos, com sentimentos que nos cabe reservadamente.
Que venha 2010 em minha cidade que está mais velha.
http://www.forumsocialmundial.org.br
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Análise
No primeiro minuto de vida conheci a violência e o amor. Os psicólogos me explicaram que eles (os primeiros minutos vividos) foram traumáticos. Estes estudiosos apontaram vários motivos. Dentre eles foi quando tomei consciência das forças naturais que começavam a reger externamente, longe da proteção da placenta de mamãe.
Esta dolorosa descoberta fez com que eu dormisse mais do que ficava acordado. Tornava-se inevitável continuar sonhando quando eu sentia uma dor terrível no estômago que estava independente. Cagar era um sacrifício, nem sabia pra que servia aquilo.
Graças a Deus fui bem tratado, assim pude suportar o impacto. Infelizmente nem todos recebem o carinho afetivo, que é um elemento fundamental para a evolução.
Por mim eu ficaria no estado vegetativo a vida inteira. Mas percebi que não adiantaria. Foi então que comecei a cunhar a consciência exterior. Considerava como Deuses aqueles gigantes que me carregavam por todos os lados. Nesta etapa tentei entender o sentido de coisas simples como me alimentar sozinho, andar ou falar. Inspirado por mestres enormes virei um reflexo de tudo que vi.
Aos poucos outra coisa se revelou: o mundo. Daí, parti para outra atmosfera. Comecei a criar autonomia social. Dependia cada vez menos dos meus ídolos. Venerarei eternamente estes tutores. Não entendo como alguns ingratos que tiveram bases sólidas podem renegar ou sentir-se injustiçados.
Acho que fui um herói por passar por sucessivas quedas e ascensões. Nem todos os seres humanos possuem mentalidade para agüentar tais trancos.
Preferi continuar com aquilo que eu achava ser uma grande brincadeira. Percebi que o estado físico ultrapassava alguns limites e estabelecia algo além da carne que doía quando eu caia. Eu tinha apenas o parâmetro do estado vegetativo existencial. De repente misturou com aquele lugar novo.
Deparei aqui com a assimilação da mente como parte integrante do corpo. Comecei a manuseá-la da forma que desejava. Inventei dois universos paralelos fortalecidos. Confundia o sonho com a ‘realidade’. Os adultos estimulavam os dois e me encorajam a ser assim. De longe foi a melhor fase que já tive. Podia tudo: andava como um louco desvairado dando gritos pela casa, chamando meus avós, minha mãe, ou quem passasse.
Tudo poderia ser perfeito no cosmos de minha infância. Porém, a vida reservou novas surpresas. Desta vez a brincadeira tinha que acabar. Eu devia me comportar como ‘homenzinho’.
Esta foi a dimensão mais confusa. Porque ao mesmo tempo em que me masturbava no banheiro durante horas, tinha medo de arriscar os desejos para o ato físico. Tive que controlar o choque desta nova ordem que se anunciava e optei em abandonar o universo lúdico com pesar no coração. Virei um homem racional, lógico e decidido. O que antes era sono agora virou insônia. Algumas noites por culpas irreparáveis, outras por dores incorrigíveis, outras por preocupações criadas e assim vai. Adoro os prazeres sentidos nesta fase, sou feliz e casado, tenho dois filhos dos quais repassei os ensinamentos que recebi. Se houvesse a oportunidade de sentir o mesmo encanto pela vida que uma criança sente, eu aceitaria, porém, são coisas que não voltam a menos que me torne louco.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Entendimento dos desentendimentos
Não sou mais, nem menos do que quem lê minhas postagens. Gradativamente este número vem aumentando. Basta me preocupar em publicar bons conteúdos e ter consideração por quem me considera, basta isso. Agradeço aos que seguiram juntos nesta caminhada. Como todo ser humano: gosto de ser acompanhado.
Esta mescla de queixa e agradecimento segue exatamente a nossa bipolaridade mental. Aquela que em um momento esta bom, no outro ruim. Infelizmente a minha é muito aguçada, sei dos meus defeitos, tento consertá-los, mas na maioria das vezes insisto e acabo irritando os (as) companheiros (as) da vida.
Encerro o ano de 2009 com um caminhão de decepções adquiridas. É meio triste, sei bem, mas me aponte um adulto que não passou por situações adversas.
Defino estas decepções em duas categorias: as que insistirei mais um pouco e as que abandonarei de forma atemporal. Definitivamente não sei o que desejo (ou desejarei) enquanto a ausência recíproca perdurar.
Nunca conseguirei apagar completamente da minha mente as coisas que me submeti fazer. Não posso colocar a culpa em ninguém. Tenho ciência destes fatos. Porém, entendo também que seria mais simples a tentativa de submeter as divergências em pratos limpos, para o entendimento dos desentendimentos. Tentei (sem sucesso) de variadas formas encontrar explicações para estas falências sociais e pessoais.
A única coisa que encontrei com a segunda categoria foi evasão afetiva. Como um líquido que cai na mesa e se espalha para todos os lados, depois é limpo com um pano úmido que deixa resquícios onde esteve presente.
Sem delongas, defino como um ano positivo. Em pouco tempo assumindo esta postura tenho obtido resultados nunca antes superados por mim. É de superação que nossas vidas são feitas. Não falo como um autor de auto-ajuda.
Acredito que podemos colocar nosso nome no momento em que somos interrogados sobre qual estilo seguimos, seja ele qual for. Com isto, teremos a quem agradar e desagradar. Não é nada mais do que normal, é cotidiano.
Se o mundo é feito de entendimentos e desentendimentos, encontros e desencontros, fatalidades e planejamento; como conseguir ser estável? Nem meu batimento cardíaco é assim.
Tenho dúvidas se um dia conseguirei atingir um grau pleno de satisfação pessoal, quem sabe um dia? Talvez o que eu busque seja impossível, não sei, prefiro saber tentando fazer, parando de falar tanto.
Bom natal pra todo mundo e um ano novo que seja novo.
FÉRIAS.
muito interessante este blog:
http://www.reidacocadapreta.com.br
Bob Marley, é um homem além dos tempos. Através de suas canções o mundo conheceu um ícone insubstituível e insuperável no gênero reggae.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O buracão

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No que antes era um buraco de longa quilometragem que percorria quase toda a extensão das costas de São Mateus, famoso por seu nome "Buracão". Hoje estão construindo um parque de proporções grandiosas.
Desde que nasci estou acostumado a ver obras de proporções faraônicas. Pra quem vive no Brasil em desenvolvimento sabe do que falo. Prefeitos ambiciosos querendo auto-promoção.
Elas não são de todo ruim, esta, por exemplo: garantirá a diversão de crianças que antes só conviviam em vielas estreitas de violência contínua. Crianças que – como eu já fui – passaram por diversas experiências nem sonhada por um diplomata. Admiro os casos americanos, onde republicanos e democratas sempre fizeram revoluções. Pessoas simples, que conquistaram o mundo (é claro, hoje a figura mudou, não é mais o povo americano que é o queridinho do mundo).
Há muito tempo sonho com revoluções pacíficas, onde o poder do verbo é muito mais importante do que qualquer ato de falsa generosidade. Em uma ocasião discuti com um advogado formado. Isto seria comum se eu não estivesse com sete anos de idade. Claro que tomei bronca de todo mundo – com razão – enquanto aquele homem que nem lembro se estava certo ou errado, me olhava com desaprovação. Disto eu me lembro bem.
Aprendi com a professora Silsa boa parte da minha base estudantil. Ela parecia ter uma filosofia linda sobre a vida. Alertava-nos contra as manobras do estado. Isto em 1989, enquanto nos preparávamos para a democracia que veio com outra ditadura: “a do desenvolvimento a qualquer custo”. Estes custos se voltaram contra nós. Até hoje pagamos caro o capricho de nossos “líderes” que a mim nunca inspiraram em nada. Nem mesmo Lula com seu discurso fervoroso me agradava, muito menos o do Mauricinho do Fernando Collor de Mello. Serei sincero ao dizer que não deixei de me emocionar por assistir a posse de Lula. Mesmo sabendo que tudo ali não passava de um filme encenado por todas as camadas sociais, cada uma com sua opinião estarrecedoramente paradoxal.
Retornando ao parque, cujo nome ainda não tem e provavelmente será de algum parente do Kassab. Neste local, havia antigamente o que chamávamos de “desova de corpos”. Vários foram os assassinados que tocaram o solo de um lugar meio que maldito. Percorrer em suas entranhas a noite era o mesmo que pedir pra sofrer algum tipo de atentado.
Junto com um mar de gente serei enormemente privilegiado com estas obras que olho com brilho. Pra mim, estão construindo um santuário, em memória de tanto sofrimento visto no local, que prejudicou tantos seres humanos.
Ouço por vezes: “antigamente as coisas não eram assim”. Realmente não eram. Antigamente teriam corpos espalhados no bairro (São Mateus). O ensino poderia ser mais qualificado, mas ninguém tinha acesso. Tanto é que, minha mãe é formada no segundo grau e meu pai parou na quarta série. Antigamente as coisas eram tão melhores que eles (meus pais) dormiram na fila para conseguirem vaga pra mim em uma escola podre.
Não posso, nem devo fazer críticas sobre o presente tentando compará-lo ao passado. Pelo menos pra mim, as coisas são muito melhores. Temos conduções pra todos os lados da cidade, temos mais vagas em escolas e hospitais (óbvio que ainda falta), estamos mais ricos, isto ninguém pode negar.
Agora, o que anseio, independe do que estão construindo. Na realidade depende apenas de quem usará estes benefícios. Não adianta construir parques para vândalos e ignorantes destruírem, depois até isto colocarão a culpa no estado, sendo que, quem destruiu um patrimônio público foram eles. Tive o mesmo acesso a informação que outros tantos tiveram, ninguém pode usar o argumento “periferia” como pano de fundo da própria burrice. Espero que os moradores tenham consciência e preservem este novo patrimônio público.
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Assisti um show deles no Stúdio SP. Boa performance. Eles têm muito futuro, pois são originais. A maior parte do repertório é inglês, não tenho nada contra, mas prefiro bandas brasileiras cantando em português. A letra desta canção é interessante, tem um tom verdadeiro.
